“Queria eu que a dor de um amor não correspondido, fosse que nem aquela de bater o dedinho do pé na quina do sofá.”— O Diário de Sofi. (via romantizar)
“Mas aí eu te disse “eu sou tipo uma rosa, de longe sou boa, mas se encostar em mim, eu espeto.” E foi assim que simplesmente, nós terminamos. Eu sempre digo que não presto, que não faço coisas boas pra ninguém, não tenho o intuito de ajudar o próximo, sou uma pessoa ruim, egoísta, nunca escondi isso pra ninguém. Mas com você era diferente, não sei, mas eu nunca conseguia tratar-te mal. Eu estava imaginando o dia em que eu fiquei com você pela porra da primeira vez. Tinha um sentimento bom, nós tomamos banho juntos e você passou shampoo no meu cabelo, depois eu fiz a sua barba, nós dois ficamos rindo por horas, depois disso, fizemos amor. Eu te amei tanto ao ponto de arranhar sua costas e deixá-lo com marcas roxas em todo o corpo. Ah, foi tão bom que até me dói. Eu queria saber o que tenho no estômago, porque toda vez que penso em você, sinto umas coisas estranhas, como se tivesse várias borboletas, batendo suas asas para tentarem se livrarem de lá. Eu juro que não entendo que sensação é essa. Pode ser amor ou apenas saudade. Lembra aquele dia que nós estávamos enchendo a cara na vodka para fazer um sexo fora do normal e rimos tanto na hora “H” que um vizinho veio ver o que estava acontecendo e quando nós vimos ele com aquele pijama listrado vermelho/branco, nós caímos no chão de tanto rir? Aquele foi uma das melhores noites da minha vida. Naquele dia eu soube que você era a metade que me faltava. Lembra também quando você foi conhecer meus pais e quando comeu a sobremesa, mesmo tendo alergia a amendoim? A reação alérgica era que você espirrava toda hora. Você parecia um doido espirrando e mesmo assim continuou comendo a sobremesa. Naquele dia eu soube o quanto você me amava e não queria desapontar minha família. Foram tantas coisas que tivemos, mas sempre soube, sempre, que você não me merecia, que você era bom demais pra mim. Te peço que não fique deprimido, apenas comemore por me perder. Vai rir, se divertir. Pois a puta da vida já está rindo de todos nós. Eu sei que você é doido, doidinho da Silva em me amar. Eu sou um problema intenso e não quero que você se espete.”— Acordei com ressaca de você. Ana Lua.
“Ele pode estar olhando tuas fotos neste exato momento. Por que não? Passou-se muito tempo, detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça as mesmas coisas que você faz escondida, sem deixar rastro nem pistas. Talvez, ele passa a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram teus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E, ainda assim, preferir o silêncio. Ele pode reler teus bilhetes, procurar o teu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as tuas músicas, procurar a tua voz em outras vozes. Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez, ele perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez, ele volte. Ou não.”— Caio Fernando Abreu.
“Somos um emaranhado de saudades, amores e despedidas.”— Amanda Tuanne (via desencontrou)
Você é covarde demais pra amar,
covarde demais pra ficar
você é covarde demais pra se entregar
[sinto muito, Baby]
mas sendo assim,
seu destino é morrer sozinho.
adeus.
(Flávia Oliveira)