''Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor e uma nova força. Para todo fim, um recomeço.”
Lembranças, é o que me resta.
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THEME PROMISSE @
“E todo mundo tem lá seus dias tortos. Quem é que nunca teve uma manhã desagradável, procurando uma peça de roupa ou um objeto qualquer em meio a uma bagunça interminável? E junto há ela, tem sempre uma maldita insegurança, essa mania de achar que tudo vai dar errado, porque o começo não deu certo. E é dessa forma que acontece em nossa vida, muitas vezes desistimos de algo, porque o ínicio foi assim, todo bagunçado.”
Pedro Pinheiro  (via antiga-romantica)

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“Vem dançar comigo, aproveita e me sequestra!”
— Meu novo mundo - Charlei Brown Jr    (via sempre-delee)

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““Então você realmente morde o lábio quando está concentrada?”
Rosto um pouco arredondado, lábios finos, corpo alto, sobrancelhas espessas, olhos castanhos escuros, escuros e com dentes alinhados. Sotaque paulista. Sotaque totalmente paulista. Tentei respirar. Por um, dois, três segundos inteiros. Como é que se fazia mesmo? Um soco no estomago.
“Inspira e expira, Mia.”
Impossível. Era você, mesmo. De barba rala, pele avelã, expressão acentuada e cabelos curtos, muito mais curtos. Se sentando na minha mesa do café – sem nem pedir a minha permissão - com o sorriso mais estonteante e cáustico que eu já vira, me dizendo como respirar. Eu queria poder contar seus dentes, como quase fiz por horas inteiras de tanto que olhava suas fotos. Só pra ter certeza. Certeza de cada detalhe estava no mesmo lugar e que aquilo ali não era algum tipo de pegadinha comigo em cidade grande. Mas eu não me enganaria com aqueles dentes, nunca.
“ Não pode ser.” Idiota. Tu tava vendo pela primeira vez o amor da sua vida e a única coisa que consegue dizer é “Não pode ser?” boca seca, nó na garganta e na sola dos pés. Meus olhos estão arregalados, acho. Estúpida. Porque não consigo dizer nada?
“Eu te disse que reconheceria você em qualquer lugar.” Solavanco no estômago. É, você disse mesmo. Há cinco anos. Quando eu ainda tinha 17 anos e tava terminando o colegial, você fazia estagio numa empresa de engenharia técnica, e a gente se falava por dias inteiros. Agora eu tinha 22, era formada em jornalismo e tava procurando emprego na sua cidade. Você está fazendo sei lá o que, já eu não sabia mais nenhum detalhe da sua vida desde que você arranjou a tal nova namorada e decidiu, sozinho, que seria melhor para nós dois não nos falarmos mais. E eu nem posso fingir que desde que me mudei, não conseguia parar de pensar em te encontrar por uma dessas esquinas, onde passam milhares de carros com um barulho infernal. E, afinal, como você consegue viver aqui ein?
“ Tá morando por aqui?” Eu só assenti. Ainda tava atônita, tremula e sem nada sobrevendo minha cabeça. E teu sorriso incrédulo também não ajudava em nada na minha tentativa de ficar razoavelmente normal. Porque você sabia muito bem que eu não gostava de capital, principalmente dessa. Era movimento demais, gente demais, pra quem gostava de céu azul e sentar na grama. Era muito grito de gente sem educação. Era muita falta de calor humano para um lugar com mais de 10 milhões de pessoas.
“ Então você ainda escreve?” Minhas mãos tremiam, por cima daquela mesa marfim. Claro que escrevo. Como eu ainda estava conseguindo segurar a caneta?
“Escrevo.” E muito mais do que antes, porque foi à única coisa que me manteve em pé depois que você me deixou. Eu quis gritar. Mas não podia, porque aquele era o nosso primeiro encontro e minhas pernas não conseguiam se sustentar sozinhas por debaixo da mesa.
“ É o mesmo bloquinho?” Você apontou para o caderno pequeno, quase espremido na minhas mãos.
“ Não.” O outro tá escondido na ultima gaveta do meu armário da casa da minha mãe, porque tinha coisa demais escrita sobre você. “Acha mesmo que depois de todos esses anos eu ainda estaria com o mesmo?” Uma frase inteira, com o coração batendo no céu da boca. Você está indo bem Mia.
“ Verdade. Tu sempre escreveu demais pra isso e esse… É preto.” Você percebeu. Percebeu que eu deixei de usar azul porque não era só minha cor favorita. Nem caneta da cor eu usava mais, porque… Porque eu tinha arrancado tudo o que era azul do meu quarto pra não lembrar de você, ou da sua estúpida mania de dizer que estaríamos juntos sempre, não importava o que acontecesse.
“ Gosto mais dessa cor de bloquinhos” Esbravejei, e seus olhos se retraíram. Você sempre entendeu muito bem minhas entrelinhas para saber exatamente o que eu queria dizer com aquele tom hostil. Que as coisas não foram boas quando você decidiu me tirar da sua vida, que elas foram péssimas alias. Eu passei pela primeira vez que podia me lembrar, chorando noites seguidas por um cara. Um cara que eu nunca tinha se quer tocado, mas fora a minha paixão desde dos meus quinze anos e morava a 1560 quilômetros de distancia de mim, que eu tinha decidido esquecer. Um cara que não se lembrou do meu aniversario todos esses anos.
“ Você tá de cabelo mais curto.” Não, você não mudou de assunto. Deixou foi alguma coisa implícita naquela voz, meio grossa, meio rouca, que me dava arrepios. Eu segurei os fios que estavam num comprimento pouco abaixo do meu ombro.
“ Algumas coisas mudam.” Falei, evitando o seu olhar preso em mim, que eu sabia que queriam dizer alguma coisa que eu iria me arrepender de entender. Então continue concentrada nos meus fios de cabelos só para não te enfrentar, como se estivéssemos em mais uma daqueles silêncios das nossas brigas de madrugada no celular.
“ Eles não estão tão curtos assim” Droga. Mas deveriam estar, ao menos pra você. Eu deveria ter te esquecido. Com esses outros três ou quatro caras que consegui me envolver depois daquele ano. Mas não consegui. Porque nem um deles conseguiu sobreviver a mais de três meses com minha personalidade errônea, fala disparada e mania de tornar tudo mais complicado. Só você. Que ficou por dois anos e sete meses e vinte um dias, até arranjar alguém com menos distancia, cabeça avoada e sem síndrome de garota problemática.
“Eu acho que estão” Você não precisava saber da minha taquicardia e da minha ânsia por água, porque eu mal conseguia manter a respiração controlada. Você não podia saber as milhares de perguntas e desejos que estavam passando na minha cabeça naquele momento enquanto eu tentava continuar parecendo uma garota madura e crescida na sua frente.
“ Não, não estão. O seu sorriso ainda é mesmo Mia” Você disse de repente usando aquele tom de voz, o mesmo que usava quando você queria me acalmar no meio de uma estúpida briga em que eu tinha razão. E eu reagi, quase me desfalecendo por dentro. O mesmo sorriso. Idiota e bobo de garota burra que nunca via maldade na sua frente. Inocente de moça ingênua, quase te ouvir dizer na minha cabeça. Idiota. Como é que seus efeitos podiam ainda ser mais devastadores do quando eu era menina?
“ Querem pedir alguma coisa?” Acho que nunca amei tanto um garçom na vida, ou seja lá como se chama esse cara com avental na nossa frente. Minha garganta estava áspera e seca demais para que eu conseguisse proferir alguma coisa diante do alivio que senti por ele ter me livrado de te dar uma resposta. Porque eu realmente não sabia o que te dizer, como nunca soube em todas as vezes que você me surpreendia com uma colocação dessas.
“ Um cappuccino com chantilly e…” - Você olhou pra mim, significantemente pra mim com o sorriso mais estúpido, presunçoso e idiota desse mundo - “ Um Milk shake médio de ovo maltine e chocolate branco, por favor. Ah, camada dupla de cobertura de chocolate negro, obrigada” Você dispensou o cara. Dispensou o cara e acertou o meu pedido como se tivesse gravado há anos atrás o meu sabor favorito e, se toda semana se lembrasse de mim e da minha mania estúpida de comer chocolate onde quer que eu estivesse.
“Eu… Eu não ia pedir isso.” Gaguejei. Tá, eu ia. Mas não ia deixar que seu ar arrogante prevalecesse. Não ia te deixar achando que ainda tinha efeito sobre mim apesar da minha cara de pessoa incrédula negasse totalmente a minha vontade. Eu só não podia acreditar que você ainda lembrasse de qualquer mania minha, porque foi isso que eu usei para conseguir viver sem você durante todos esses anos. Você não lembrava do meu jeito, do meu rosto, nem do que eu fui um dia. Você não sabia mais meu sobrenome e eu nunca, em hipótese nenhuma, te encontraria, porque tínhamos mudado demais. Porque haviam se passado cinco anos, e eu tinha deixado de ser a boba adolescente apaixonada por você. Porque haviam se passado cinco anos e a gente nem deveria se lembrar mais um do outro.
No entanto você tava ali, parado na minha frente com os olhos tão profundos como eu imaginei que seriam, de pele cor de avelã, sorriso maroto e rosto mais profundo. Me reconhecendo como se a gente já tivesse já estado de frente um do outro, ou milhares de vezes nessa vida. Com sua camisa polo escura, tênis de marca, e eu nem tinha tido a oportunidade de observar sua bunda ainda.
“Você ia sim Mia, assim como ainda roí unhas, contrai os lábios quando tá distraída, e fica passando a caneta entre os dedos enquanto está nervosa. Tá batendo o pé de baixo da mesa, e ainda parece a mesma menina que eu conheci por um perfil bobo de internet. Não se passou quase um dia que eu não sentisse sua falta.” Minha boca ainda tava mais seca. Não era justo você fazer isso comigo. Eu tava no meio do seu território, sendo pega de surpresa e desprevenida sem nenhum discurso pronto pra fazer. Você me desestruturava Daniel. Do jeito mais torto e irritante do mundo. Me tirava a palavras e, isso me deixava fula da vida. Porque eu não ficava sem palavras. Só com você, e essa sua estúpida mania de manter o controle sobre mim, e mesmo após todos esses anos,eu não encontrava armas para me defender.
“Para Daniel. Por favor, você não pode fazer… “
“Eu sei. Desculpa. Eu sei também que a gente vai ter muito tempo pra conversar ainda. Por hora” – Você tocou os lábios vermelhos, tão gentis e doces sobre minha face se levantando da mesa – “Eu fico tranquilo de saber que você ta por aqui na minha cidade caipira.” - Eu ri. Eu tive que dá um sorriso enorme quando você chamou daquele jeito – “Amanhã, aqui, às 8.” Foi tudo o que você disse saindo pela porta do café, com o sorriso mais devastador desse mundo.
E eu quis gritar que não foi assim que imaginei nosso primeiro encontro. Eu não tinha te abraçado, sentindo seu cheiro, nem quase arrancado seus lábios. Eu nem tinha te tocado oras. E você nem me deixou falar idiota. E como assim amanhã aqui as 8? Você por acaso acha que eu estou disponível a hora que você quiser? Eu nem queria te encontrar se quiser saber. Mas eu não podia gritar. Você já tava virando a esquina e, eu estava com meu Milk Shake na mão pensando que amanhã seria 21 de junho. E eu poderia gritar com você. Porque depois de cinco anos, eu finalmente ia poder gritar com você e comprar um outro bloquinho azul.”
Voltando a usar azul, Danielle Quartezani (via thiaramacedo)

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“Um dia seus olhares se cruzam. Você sente uma coisa que nunca sentiu. Seu coração acelera. Seu corpo arrepia. Seu olhar ilumina. Sua boca fica seca. Sua barriga sente um frio interminável. Borboletas dançam uma dança bonita no seu estômago. O mundo de repente para por um segundo. E você pensa oi, sorte.”
Clarissa Corrêa.    (via thiaramacedo)

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“Relacionamento não é só prazer. Não é só festa, viagem, risada, diversão, brinde, sexo, beijo, cumplicidade.Relacionamento tem fase chata, de vez em quando tem briga, discussão, chatices, rotina, implicâncias, ciúme, bate boca. A gente tem que lidar, conviver e amar uma pessoa que veio de outra família, outro mundo, tem outra criação, outros costumes, outros pensamentos, outro jeito de viver. Você tem que aceitar aquela pessoa como ela é e isso dá muito trabalho. O amor é lindo, e ele é a maior recompensa para quem não tem medo de enfrentar os próprios medos e os medos do outros. É querer estar com a pessoa independente de qualquer coisa ou situação. Pelo simples fato de estar junto.”
Caio Fernando Abreu  (via entressonhar)

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“Então me abraça…”
Legião Urbana.   (via garotaesuasfases)

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